Operação fecha serviços que fraudavam dados de streaming

Dezenas de sites que fraudavam plataformas de streaming musical e vendiam o serviço de inflar artificialmente o número de audições de músicas foram fechados após uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Essa foi a primeira vez no Brasil que a prática de “fake streams”, em que músicos compram “plays” para músicas, foi tipificada como crime e virou alvo de uma ação comandada pelo Núcleo de Investigações de Crimes Cibernéticos do MP-SP. As autoridades não divulgaram o nome dos sites que foram fechados, nem de músicos que usaram estes serviços. A ação, chamada Operação Antidoping, ainda está em atividade, e não resolveu o problema: uma busca na internet mostra que ainda há vários sites oferecendo “fake streams” no Brasil.

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O número que aparece abaixo de um clipe no YouTube ou de uma faixa no Spotify é cada vez mais importante para os músicos. Impulsionar os “plays” na internet rende dinheiro e pode dar uma falsa impressão de sucesso, que leva a convites para shows e para outras mídias. As plataformas de streaming, como YouTube e Spotify, tentam, mas nem sempre conseguem pegar a fraude. O problema é tão sério que gerou uma ação mundial da indústria da música. No Brasil, a tarefa ficou com a Associação Protetora dos Direitos Intelectuais e Fonográficos (Apdif), que abriu a queixa-crime no MP em dezembro de 2020.

Fonte: G1 e Rádio Rock e | Foto: Divulgação