“Não vi pedido de socorro”: viúva de Champignon fala sobre a morte do músico

Luiz Carlos Leão Duarte Junior, conhecido como Champignon, foi um dos baixistas mais importantes da história do rock brasileiro. Empunhando seu instrumento, ele foi um dos nomes mais influentes dos anos 90 e 2000 ao lado do Charlie Brown Jr., e o músico infelizmente nos deixou cedo demais em Setembro de 2013, aos 35 anos de idade, quando se suicidou em casa.

Champignon vinha sofrendo com a morte do amigo Chorão, vocalista do Charlie Brown, que havia sido encontrado morto em Março do mesmo ano após uma overdose, e aparentemente colocava muita pressão em cima de si mesmo por assumir a responsabilidade de vocalista na banda A Banca, criada pelos integrantes do influente grupo para continuar com seu legado.

Essa semana o programa Conversa com Bial, da Rede Globo, falou sobre depressão e suicídio, e quem esteve por lá foi a cantora Claudia Bossle, viúva de Champignon, que participou conversa.

Quando o músico se deu um tiro na cabeça em casa, ela estava grávida de quatro meses, e em entrevista durante o programa ela disse que não notou nenhum “pedido de socorro”, e que Champignon inclusive falava sobre o tema e dizia que suicídio era “o pior tipo de morte”:

“O que encontrei depois, mexendo nos cadernos de música dele, foi coisas que ele andava escrevendo como: ‘vivo num pesadelo que nunca tem fim’.”

Claudia ainda disse que o músico estava muito empolgado com a gravidez, e que ele queria muito ter um filho, e confessou que a morte de Chorão realmente o abalou:

“Após a morte do Chorão, eu senti várias coisas diferentes e comportamentos muito parecidos com os do Chorão da época. Irritabilidade, tristeza, coisas que eu acompanhei com o Chorão.”

Filha de Champignon

Maria Amélia é a filha do casal, que hoje tem quatro anos de idade:

“Na escolinha, ela vê os amiguinhos, e a criança é muito ingênua. Ela conta que o papai morreu. Eu conto que uma forma lúdica, que o papai é uma estrelinha. É lindo porque ela vê uma estrelinha e ela fala o ‘papai chegou, vem ver o papai.’”

Claudia falou que sente que será mais pesado explicar no futuro a forma como seu pai morreu, e concluiu:“Por isso que eu tento dar muito amor e tento ser tudo pra ela. É até pesado pra mim, porque eu sou mãe e pai. Mas pesado não, ela é minha bênção, Maria Amélia é minha luz. Acho que eu tive o bônus de tê-la no meu ventre. Acho que consegui superar de verdade com essa motivação.”

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Fonte: TMDQA!