Lives perdem força e indicam que pico da onda já passou

O fenômeno das lives continua, mas em patamar menor do que há um mês. As principais transmissões do último final de semana tiveram menos audiência que as anteriores dos mesmos artistas. As buscas por lives também caíram. A “segunda rodada” perdeu da primeira.  As buscas no Google por essas quatro lives diminuíram em relação às anteriores. Também caiu o índice geral de busca pelo termo “live” no Brasil. As buscas sempre oscilam – são menores nos dias de semana e maiores no final de semana. O maior pico nas buscas gerais pelo termo “live” foi no dia 19 de abril. O patamar baixou, mas ainda está bem acima de antes do período de isolamento social. Os dados indicam uma onda menor, mas que não terminou. Nos bastidores, também se comenta sobre uma “saturação” das novas rodadas de lives, que atraem menos patrocínios do que as primeiras.

Algumas já começaram a dar uma saturada. Às vezes o artista está na terceira live. O cara patrocinou as três, aí cai na redundância uma hora, e a galera vai tirando o pé”, disse um produtor do mercado sertanejo, que pediu para não ser identificado.

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De qualquer forma, os valores ainda são significativos, mesmo que haja menos anunciantes. O produtor diz que às vezes só o valor pago por uma marca já é o mesmo que o artista cobraria por um show “físico”.

Dependendo do artista, entra o valor de um show em uma marca. O artista às vezes ativa três, quatro, cinco marcas em uma live”, ele diz.

Ou seja: mesmo se onda for menor, ainda é relevante e ainda vale a pena para os artistas.

Fonte: G1 | Foto: Divulgação