Jornalista colombiano relata cenário do país, após acidente com delegação da Chapecoense

O acidente aéreo sofrido pela delegação da Associação Chapecoense de Futebol na região de Antióquia (a cerca de 30 Km do aeroporto de Medellín, entre as cidades de La Ceja e La Unión), na Colômbia, chocou o mundo. A reportagem da UCS FM conversou na tarde dessa terça-feira (29) com o jornalista colombiano, Daniel Restrepo (que foi intercambista na UCS entre 2015 e 2016).

Ouça a entrevista na íntegra:

O jornalista colombiano relatou que a região do acidente é constituída, principalmente, por montanhas e as condições climáticas do local são peculiares. “Antióquia é o 2º lugar que mais chove no mundo, nessa época do ano. Além disso, a região onde aconteceu o acidente é de difícil acesso, o que dificulta o trabalho de resgate dos corpos”, comenta. Conforme Restrepo, a cidade de Medellín tem dois aeroportos, no entanto, devido a topografia, ambos são de difícil acesso. De acordo com o jornalista colombiano, o país não registrava acidentes aéreos nos últimos anos. “Estamos há cerca de seis anos sem o registro de acidentes aéreos na Colômbia. O povo colombiano está chocado com a magnitude da tragédia, nunca vista antes no país”, revela.

Segundo Daniel Restrepo, a Companhia Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación (Lamia), responsável pelo voo da Chapecoense, é pouco reconhecida pela população colombiana, visto que foi constituída em  2009. Ainda conforme o jornalista, a projeção climática na região, indica umidade e chuva forte para os próximos dias. Um ato simbólico está sendo organizado por torcedores do Atlético Nacional de Medellín (que seria o adversário da Chapecoense na final da Copa Sulamericana) para homenagear as vítimas do acidente. Até o momento, dos 81 passageiros, 75 morreram na tragédia e apenas seis sobreviveram.

Central de Conteúdo UCS FM