Guto Barros, guitarrista da banda Lobão e Os Ronaldos, morre aos 61 anos

Se a maior proeza de uma guitarrista é fazer pelo menos um solo marcante que fique eternamente na memória afetiva do ouvinte de música pop, o carioca Guto Barros sai de cena com a missão cumprida. Guto Barros morreu nesta terça-feira (25), aos 61 anos, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), de causas não reveladas pelos filhos do compositor e músico no comunicado postado em rede social sobre o falecimento do artista. É dele o solo de guitarra da gravação original da balada Me chama (Lobão, 1984), uma das músicas mais emblemáticas do repertório de Lobão. A ponto de ter sido regravada por ninguém menos do que João Gilberto. É dele também o solo do primeiro registro fonográfico de Corações psicodélicos (Lobão, Bernardo Vilhena e Júlio Barroso, 1984).

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Tendo estudado na referencial Berklee College of Music, escola norte-americana de música, Guto é nome associado ao mais informal rock brasileiro dos anos 1980. O toque da guitarra do músico faz parte, em especial, da história do controvertido Lobão. E também da trajetória de Evandro Mesquita, líder e mentor da banda Blitz. Barros chegou a participar de grupo que seria o embrião da Blitz. Contudo, o ingresso oficial de Barros foi na banda Lobão e Os Ronaldos. Como integrante desse grupo, Barros gravou o álbum Ronaldo foi pra guerra, lançado em 1984.

Fonte: G1 | Foto: Titi Berredo