É #FAKE que Ministério paga hospitais por morte de Covid-19

Circula pelas redes sociais uma mensagem falsa:

Você sabia que a cada atestado de óbito por coronavírus o hospital recebe do governo federal R$ 12 mil? Está explicado”, diz.

É #FAKE!

O Ministério da Saúde esclarece que não faz “repasse de verba por registro de morte”.

A pasta realiza o repasse de recursos para ações e serviços públicos de saúde. Esta verba é usada por secretarias estaduais e municipais de saúde para custeio dos serviços, aquisição de insumos básicos para o funcionamento dos postos de saúde e de hospitais, por exemplo, além de proporcionar equipamentos e recursos humanos a estados e municípios”, informou em nota oficial.

Ou seja, os repasses não são impactados pelo número de óbitos em decorrência do coronavírus registrados em unidades de saúde, ao contrário do que afirmam várias mensagens falsas similares, segundo as quais médicos são obrigados a atestarem mortes por Covid-19. A ideia por trás desse tipo de informação falsa é que a crise do coronavírus no Brasil não é tão grave assim e que dados estão sendo inflados. Mas o país já é considerado por pesquisadores brasileiros e estrangeiros um dos novos epicentros da doença no mundo. A situação é, sim, muito grave, não só pela propagação rápida do vírus, mas também pela falta de respiradores para atender a todos os pacientes que evoluem para a forma grave da doença. Os números divulgados não estão superestimados, como afirmam as teorias da conspiração; pelo contrário.

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Um estudo do grupo Covid Brasil, integrado por pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e de outras instituições renomadas, sugere ainda que o número de casos é 16 vezes maior que o oficial. Segundo o levantamento, já existem 3,5 milhões de brasileiros contaminados pela Covid-19. O Ministério da Saúde diz que já liberou R$ 11 bilhões em ações contra o coronavírus, inclusos aí repasses diretos de recursos para estruturação dos serviços de saúde, além de aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para profissionais de saúde, de testes para diagnóstico, medicamentos, respiradores, contratação de pessoal e habilitação de leitos de UTI.

Fonte: G1 | Foto: Divulgação