É #FAKE que máscara eleva inalação de CO² para acima do tolerado

Circula nas redes sociais um vídeo que diz que o uso da máscara de proteção contra o coronavírus aumenta a inalação do dióxido de carbono (CO²) a um nível superior ao que o ser humano suporta. É #FAKE. No vídeo, feito no exterior, uma criança usa uma máscara N95 – que não é recomendada para a população em geral, e sim para profissionais de saúde –, e um homem faz uma medição de partículas de gás carbônico inaladas, com um sensor. As imagens são narradas por um brasileiro, que afirma que a inspiração de dióxido de carbono chega, com a máscara, a 10 mil partículas por metro cúbico, caracterizando um quadro de intoxicação.

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Acima de 10 mil, o ar que você respira passa a ser um veneno. Se a criança ficar respirando por muito tempo assim, vai ter dor de cabeça, fadiga e falta de oxigenação no cérebro. Você está inalando 20 vezes mais o que nosso corpo é preparado para aguentar”, diz um narrador ao relatar que o uso da máscara resulta em fadiga, dor de cabeça e dificuldade para dormir.

Médicos refutam a afirmação de que a máscara pode levar à inspiração de gás carbônico acima do que é tolerado por humanos. Citam, inclusive, uma pesquisa já feita, antes da pandemia do coronavírus, com enfermeiras que usaram a N95, a mais vedada do mercado. No estudo, foi demonstrado que elas não foram intoxicadas. No vídeo, o homem afirma ainda que governadores e prefeitos têm “fetiche” pela máscara e pelo controle dos cidadãos, e que, por isso, determinaram a obrigatoriedade do uso do item de proteção pelo Brasil. Ele diz também que a Organização Mundial da Saúde não recomenda o uso do item para pessoas saudáveis. Isso não é verdade. A OMS indica que todas as pessoas, saudáveis ou contaminadas pelo coronavírus, usem a proteção facial, como medida coletiva de redução da propagação do vírus em locais onde a transmissão é comunitária – caso do Brasil.

Fonte: G1 | Foto: Divulgação