É #FAKE que estudo de Harvard diz que isolamento social é ruim

Circula nas redes sociais um texto que diz que um estudo feito na prestigiosa Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que o distanciamento social pode piorar a pandemia de coronavírus em vez de contê-la. É #FAKE. Dois estudos recentes realizados por um mesmo grupo de pesquisadores de Harvard – Projetando a dinâmica de transmissão do SARS-CoV-2 no período pós-pandemia e Estratégias de distanciamento social para conter a epidemia de Covid-19 – dizem exatamente o oposto da mensagem falsa: que o isolamento é necessário para reduzir a intensidade de transmissão do novo coronavírus. O grupo, inclusive, concluiu que o período de distanciamento pode ter de ser estendido até 2022, caso não surja uma vacina ou medicamento para tratar a Covid-19. Foram usados modelos matemáticos e dados de sazonalidade e imunidade da população norte-americana para outros vírus para se chegar a uma dinâmica de transmissão do SARS-CoV-2.

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Os estudiosos indicam que a vigilância com relação ao novo vírus deve ser mantida pelas autoridades de saúde até o ano de 2024. Eles mostram também que intervenções pontuais para reduzir a quantidade de pessoas nas ruas não se mostram suficientes se o objetivo é não sobrecarregar o sistema de saúde. O melhor é instituir um isolamento intermitente, avaliam. Outro erro contido na mensagem falsa que tem sido compartilhada é dizer que os pesquisadores de Harvard concluíram que o modelo frouxo de distanciamento adotado na Suécia é eficaz contra a disseminação do novo vírus. Os dados atuais do país, que tem 10 milhões de habitantes, se encontram bem acima dos vizinhos Finlândia (75 casos para 5,5 milhões de habitantes), Noruega (151 mortes, para 5,3 milhões) e Dinamarca (321, para 5,8 milhões).

Fonte: G1 | Foto: Divulgação