É #FAKE que cloroquina é distribuída na Europa

Circula nas redes sociais que a cloroquina tem sido distribuída gratuitamente em toda a Europa para tratamento da Covid-19. É #FAKE. Como não há consenso na comunidade científica com relação ao remédio, usado desde antes da pandemia do novo coronavírus em quadros de malária e de doenças autoimunes, países como França, Itália e Bélgica não aprovam o uso do remédio para casos de Covid-19, porque não o consideram eficaz contra o vírus nem seguro para os pacientes. Alguns governos já recomendaram o medicamento, mas reviram o posicionamento por entender que não surgiram estudos que embasem um protocolo de atendimento. A Agência Europeia de Medicamentos, organismo da União Europeia, emitiu alerta para que os médicos monitorem atentamente os pacientes que tomarem o medicamento, pelo risco de arritmias cardíacas e problemas neuropsiquiátricos. A agência não recomenda o uso fora de ensaios clínicos, uma vez que benefícios e riscos ainda não foram estabelecidos de forma definitiva.

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A controvérsia envolvendo a droga aumentou por conta da reviravolta envolvendo um estudo científico com 96 mil pacientes publicado por um grupo de pesquisadores em 22 de maio na prestigiosa revista The Lancet. O trabalho, o maior já feito até então, concluiu que o derivado hidroxicloroquina não só não é eficiente contra a Covid, mas também aumenta o risco de morte do doente. Só que a metodologia foi questionada, e a publicação foi retirada da revista no último dia 4. Mas isso não equivale a dizer que a hidroxicloroquina ou a cloroquina devam ser recomendadas, alertam especialistas, porque não existem ainda trabalhos científicos que sustentem o uso. A Organização Mundial da Saúde já teve condutas diferentes em relação à cloroquina. A última decisão saiu dia 17. Foi quando os testes clínicos foram suspensos pela agência da ONU pela segunda vez, pela falta de evidências a favor do remédio. No Brasil, o Ministério da Saúde soltou um protocolo para uso da cloroquina no dia 20 de maio, a despeito das controvérsias.

Fonte: G1 | Foto: Divulgação