Coronavírus | Casas de shows ainda não têm planos para lidar com grandes eventos

Nesta quarta-feira (11), a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de Covid-19, uma doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). Segundo o pronunciamento, o número de infectados e países atingidos deve aumentar nas próximas semanas, porém, as orientações da contenção da circulação do vírus seguem as mesmas. A doença já causou a morte de milhares de pessoas ao redor do mundo e tem deixado marcas em setores importantes. A indústria do entretenimento, por exemplo, é uma das que mais vem sendo afetada pelo crescimento de casos de Covid-19, o que resultou no cancelamento ou adiamento de eventos, festivais, filmes e turnês de artistas. Nos últimos dias, BTS, Khalid, Slipknot, White Snakes, Stormzy, Green Day, Avril Lavigne, Pearl Jam e Guns N’Roses teve shows adiados ou cancelados. Além disso, grandes festivais como o Coachella (Indio), Ultra (Miami, EUA), SXSW (Austin, EUA) e Tomorrowland Winter (Alpes da França) também sofreram com a propagação da doença e optaram por seguirem as orientações de não aglomeração.

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Com uma extensa programação de eventos marcadas para acontecerem ao longo de 2020 ao redor do país, como o Lollapalooza Brasil, que ocorre em São Paulo, área mais afetada pela doença, a vinda do Backstreet Boys, McFly, Metallica, Kiss e os fenômenos do pop, Billie Eilish e Taylor Swift, existe uma preocupação real sobre o avanço da doença nesses eventos, mas o estado no país ainda não é alarmante. Segundo o Ministério da Saúde, existe um trabalho permanente de vigilância epidemiológica em relação ao comportamento do vírus para que seja possível adotar medidas de acordo com as necessidades do Brasil, porém, os casos de transmissão são locais e ainda não existe uma orientação específica para esses eventos.

Fonte: Rolling Stone | Foto: Hauke Christian Dittrich