Brasileiro reúne provas e move ação por plágio contra Adele

A batalha que deve chegar à Justiça britânica daqui a um mês faz lembrar a briga de Davi contra Golias, com chance, como no embate bíblico, de o mais fraco surpreender e vir a fazer história, desta vez no reino fonográfico. De um lado do ringue está a gigante Adele, 33 anos, cantora britânica detentora de 15 Grammys, um Globo de Ouro, um Oscar uma fortuna beirando os 200 milhões de dólares. Do outro, o músico mineiro radicado no Rio de Janeiro Toninho Geraes, 59 anos, de nome pouco conhecido do público, embora seja compositor requisitado no universo do samba e do pagode. No epicentro do enrosco se encontra um dos maiores sucessos de Geraes, a música “Mulheres” (“Já tive mulheres / de todas as cores / de várias idades / de muitos amores”, consagrada na voz de Martinho da Vila — que ele afirma ter sido plagiada por Adele na faixa Million Years Ago, do álbum 25, lançado em 2015.

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A melodia e a harmonia são iguais. É uma cópia escancarada”, revolta-se o compositor.

Cabe lembrar que denúncias de plágio já envolveram nomes como Beatles, Coldplay, Michael Jackson, Bob Dylan e Roberto Carlos, mas, desde o advento das redes sociais e das plataformas de streaming musical, achar coincidências suspeitas se tornou um exercício frequente. Adele não está envolvida em polêmicas só no Brasil. A faixa “Hello”, do mesmo álbum 25, é, para fãs do músico americano Tom Waits, cópia de Marta, de 1973. Contudo, comprovar plágio, porém, é missão das mais ingratas, por se tratar de uma infração sem parâmetros claros.

Fonte: Veja | Foto: Divulgação