Alice Cooper diz que há muitas mulheres nas paradas e faltam homens roqueiros

Antes de Lady Gaga, Katy Perry e outras estrelas de megashows teatrais de hoje, havia Alice Cooper. Maquiagem, violência de mentirinha, letras juvenis: tudo isso já rolava. Foi esse norte-americano de 69 anos que “tirou a virgindade” de grandes espetáculos de rock no Brasil, no longínquo 1974. Só que, ao voltar ao Brasil mais uma vez, para o Rock in Rio 2017, ele sente falta de algo nos espetáculos atuais. A primeira coisa é uma música com mais “alma e mensagem”, diferente da “dance music comercial” de hoje.

A segunda reclamação dele – na contramão de muita gente que celebra o poder feminino no pop – é que, no ciclo atual da indústria, “todos os grandes shows são de mulheres”. Os poucos homens na área, como os Justins Timberlake e Bieber, não são “rock de verdade”, como ele quer. Alice pede mais roqueiros com “marra e atitude”. Ao ser questionado se ouve alguma coisa nova, ele cita Green Day (30 anos de carreira) e Foo Fighters (23).

Fonte: G1