Vocalista do Deep Purple qualifica rock atual como ‘vandalismo psicológico’

Ian Gillan, vocalista do Deep Purple, revelou em uma entrevista ao NME, na última semana, que não ouve nenhuma banda de rock atual porque considera que as músicas são um “vandalismo psicológico”, mas que isso é normal.

Eu fico afastado de bandas novas por um bom motivo. Quando eu estava começando na música, eu rejeitava Frank Sinatra, Bing Crosby, Andy Williams e Dean Martin. Hoje percebo que eles são ótimos. Mas quando você é jovem, você precisa ser seletivo, e aí acontece essa espécie de vandalismo psicológico”, explicou o músico.

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Segundo o músico, isso acontece com todas as bandas formadas por jovens, e que o objetivo é sempre chocar os mais velhos – e era o que Deep Purple fazia, também.

Eu estou vivendo isso agora, e preciso me afastar. Meu tio era um pianista que tocava jazz, e eu lembro que quando fizemos Deep Purple in Rock [disco de 1970] ele saiu correndo da sala gritando ‘eu não consigo ouvir nada, não dá para ouvir nenhum instrumento!’ Eu esfreguei as mãos pensando ‘incrível!’. Eu irritei a geração anterior e um homem que respeito demais”, relembrou Gillan.

Apesar disso, Gillan acredita que novas bandas têm potencial para fazerem boa música.

O único conselho que dou é para absorver tudo que puder de um espectro mais amplo possível. Se você toca rock mas só ouve Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple, então você não vai ter muito para onde ir. A gente ouvia tudo: de Beethoven a Chopin, de Jimi Hendrix a Joni Mitchell e Bob Dylan… Se você faz isso, vai ficar bem pro resto da vida”, finalizou o vocalista do Deep Purple.

Fonte: Rolling Stone | Foto: Jim Rakete