Venda de livros de biografias disparam no país; Rita Lee leva 1º lugar

O segmento de biografias deu um salto em 2017. Os livros lançados no ano passado fizeram o segmento crescer 23,4% em faturamento em relação a 2016, de acordo com dados da Nielsen Bookscan, que faz pesquisas no mercado livreiro. Em número de exemplares, a alta é de 8%.

As cinco biografias mais vendidas do ano foram livros de memórias -gênero muito mais comum no mercado anglo-saxão do que aqui, mas que, quando traduzido, não costumava ter o mesmo sucesso que os nacionais agora têm.

A primeira foi a autobiografia de Rita Lee, da Globo Livros -a obra foi lançada no fim de 2016, mas estourou mesmo no ano passado. A participação da cantora numa das primeiras entrevistas do “Programa do Bial” -que, aliás, tem dado um espaço incomum na TV aberta para a divulgação de livros- é apontada como um dos motivos.

Em segundo lugar vem “Na Minha Pele” (Companhia das Letras), de Lázaro Ramos, seguido por um eterno mais vendido, a edição em brochura do “O Diário de Anne Frank” (Record) – que também aparece em nono lugar, com a edição capa dura.

Surgem na sequência “Novos Caminhos, Novas Escolhas” (Objetiva), de Abílio Diniz, e “O Livro de Jô” (Companhia das Letras), escrito pelo apresentador em parceria com Matinas Suzuki Jr.

Em pesquisas sobre o mercado editorial, um crescimento tão grande, é claro, não significa necessariamente que o segmento irá para sempre de vento em popa, mas é sinal de lançamentos atípicos na comparação com 2016.

É curioso notar, contudo, que após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de liberar as biografias não autorizadas, em 2015, o que se viu não tenha sido uma enxurrada de livros do tipo, e sim os próprios personagens resolvendo contar suas histórias.

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