The Strokes apontam Ryan Adams como má influência em novo livro

A jornalista Lizzy Goodman lança neste mês o livro Meet Me In The Bathroom: Rebirth And Rock And Roll In New York City, 2001–2011, que retrata uma década da cena alternativa nova-iorquina.

O site de cultura Vulture publicou na segunda-feira (15) alguns trechos de entrevistas com os caras do The Strokes, um dos maiores nomes desse cenário, presentes no livro da jornalista.

Uma das partes que chamam atenção é a relação conflituosa da banda com o músico Ryan Adams – que é apontado como responsável por levar o guitarrista Albert Hammond Jr. para o vício em heroína naquela época.

“Ryan costumava vir e me acordar às duas da manhã e usar drogas, então eu apenas usava e me desligava”, diz Hammond no livro. “Eu sabia que faria uso de drogas desde que era mais novo. Eu queria usar heroína desde os 14 anos.”

Ele também conta que o vocalista Julian Casablancas tentou intervir, ameaçando acabar com Adams se os dois continuassem a sair juntos.

Em legítima defesa, Ryan Adams nega as acusações. “Isso é triste, porque eu e Albert éramos amigos. Eu sentia que tomava conta dele de um jeito que os outros não tomavam… Eu me lembro de estar muito preocupado com ele, mesmo ainda usando metanfetamina.”

Adams também se recorda de uma situação em que a banda o confrontou dentro de um bar, dizendo que não iria mais sair com ele. “Foi fácil me colocar como o problema. Acho que eles logo perceberam que eu não era o problema.”

Além de tudo isso sobre Ryan Adams, os trechos disponíveis no Vulture ainda contam sobre a relação da banda com Courtney Love, a inveja que tinham do The Killers, e todo o período tumultuado que veio no auge dos Strokes com o lançamento do Is This It, em 2001.

O livro sai no próximo dia 23 de Maio.

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