Plantão do Rock UCSfm | Um novo estilo

Julho é o mês do Rock’n Roll na UCSfm e, durante o período que celebra o estilo musical mais cultuado no mundo, nós vamos te contar histórias, fatos e curiosidades do mundo do Rock:

É possível encontrar elementos que formariam o Rock’n Roll em todos os estratos da música de raiz norte-americana dos anos 1930. Naquela década, o jazz e as canções que vinham da Broadway e de Hollywood era o que chegava às paradas. Gravações de country, gospel, folk e blues não vendiam tanto quanto a música popular baseada no jazz, mas a sua poderosa presença já era notada. Com o fim da Segunda Guerra, e a consequente crise, ficou inviável manter as big bands viajando pelo país com seus 30, 40, ou até 50 músicos, que até ali animavam o público jovem/adulto. Surgia assim o “bebop”, estilo de jazz baseado no improviso e menos dançante, que rapidamente teve a negativa do público com gosto mais popular.

Foi nesse período, entre as décadas de 1940 e 1950 que um estilo popular/comercial, tomou conta das paradas dos Estados Unidos. Dois artistas indicavam esse período de “transição”. A voz potente de Frankie Laine pontuava canções de cunho proletário e temas de faroeste, enquanto Johnnie Ray fazia a ponte entre Frank Sinatra e Elvis Presley. Estilo que fazia muito sucesso, contudo, a música não era atrelada a qualquer tipo de raiz, e num formato e mensagem que pouco interessavam à juventude da época. Foi então que a música negra, com seu Blues e R&B novamente veio socorrer.

No mesmo momento em que Bill Haley levava o Rock’n Roll ao mainstream, alguns novatos do rhythm and blues quebravam as barreiras raciais e apresentavam a batida da música negra para o público branco e jovem. Quando Chuck Berry e sua Maybellene, Little Richard e a chacoalhante Tutti Frutti, além de Bo Diddley, The Platters e Fats Domino, colocaram fogo nas paradas em 1955, aquele recorte do R&B passava definitivamente a ser chamado de Rock’n Roll.  Confira alguns dos sons comentados no texto:

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