Morrissey nega ser racista, pede desculpa a Robert Smith e ataca imprensa

O cantor e compositor Morrissey respondeu às recentes críticas em entrevista publicada no próprio website, conduzida pelo próprio fotógrafo (e sobrinho) Sam Esty Raymer. Em uma apresentação recente no programa The Tonight Show com Jimmy Fallon, Morrissey surgiu no palco com um broche do partido britânico For Britain (de vertente de extrema-direira e anti-islâmico). Inclusive, ele foi expulso da loja mais antiga de discos do mundo por usar esse button na TV. O ex-The Smiths disse que houve uma interpretação distorcida da mídia sobre quem ele realmente é e negou ser racista, mas, reforçou o envolvimento com o partido de extrema-direita. Além disso, cabe lembrar que na última eleição francesa, ele também se posicionou a favor de Marine Le Pen, candidata da direita.

Se você chama alguém de racista no Reino Unido hoje, você está deixando claro que ficou sem palavras. Você está fugindo de um debate. Todo mundo ultimamente prefere sua própria raça. Isso faz todo mundo racista?”, questionou Moz.

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Sobre a posição política, Morrissey afirmou que nunca apoiou o partido Brexit. O cantor usou como exemplo “o fascínio de David Bowie com o fascismo” e disse que está sendo mais atacado na imprensa do que o Bowie, criticando diretamente o jornal britânico The Guardian.

Você pode até deixar de lado o que eles dizem e pensar que eles são ridículos. Mas, ao mesmo tempo, você deve levar em consideração o status deles como um grande jornal. Isso não é jornalismo de opinião, é ódio com a intenção de me tornar alvo do público”, opinou o cantor.

Por fim, ele aproveitou para se desculpar do vocalista da banda The Cure, Robert Smith:

Eu disse coisas terríveis para ele 35 anos atrás, mas eu não quis dizer aquilo. É ótimo quando você pode culpar tudo pela síndrome de Tourette. Eu não carrego nenhuma responsabilidade moral pelo o que eu disse em 1983. Até porque, quem carrega?”, finalizou Morrissey.

Fonte: Rolling Stone | Foto: AP Photo