Lollapalooza Brasil mostra descuido em igualdade de gênero; entenda

Com primeira edição no Brasil em 2012, o Festival Lollapalooza nasceu com o objetivo de ser uma faísca de esperança para os indies de São Paulo. Logo na primeira edição, teve bandas como Arctic Monkeys e Foo Fighters no headliner. O festival cresceu e se tornou mais ambicioso. A festa ficou elitizada: se antes um estudante que pagava um valor equivalente a R$ 170 na meia entrada, agora paga três vezes mais que isso, por um dos dias de shows. Existe, no entanto, um fato que não mudou daquela época, e não vem dando sinal de mudança: o Lollapalooza não parece preocupado com igualdade de gênero no seu line up.

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No final de fevereiro, vários festivais se reuniram e assinaram um acordo que propunha igualdade de gênero nas suas atrações. Com isso, 50% das bandas/cantoras teriam que ter/ser mulheres. A iniciativa foi acatada por mais de 40 eventos ao redor do mundo. Os grandes, como Coachella, Glastonbury e o próprio Lollapalooza, não se manifestaram. A edição de 2018 do Lollapalooza no Brasil, que ocorre de sexta (23) a domingo (25), no Autódromo de Interlagos, tem um total de 72 artistas no line up, sendo que apenas 16 são bandas com mulheres ou cantoras solo. Esse número representa mais ou menos de 20% do total, e não faz jus às mudanças que vêm acontecendo na indústria musical. Dessa porcentagem, apenas uma mulher é headliner.

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Quem aplica o conceito de inclusão com êxito é o Popload Festival, cuja edição de 2018 acontece em São Paulo no dia 15 de novembro. São sete atrações, quatro delas femininas ou com mulheres. O festival é muito menor em escala, mas a produção divide bem o line up não só para atender um público amplo, mas para se encaixar com as mudanças que vem acontecendo no mundo.

Fonte: Destak