Biografia de Leonard Cohen é lançada no Brasil

O artista canadense Leonard Cohen além de ótimo músico e compositor, também é um escritor de mão cheia. Já lançou romances, novelas e tem uma obra poética de grandiosa valia, totalmente deslocada do âmbito musical.

Aqui no Brasil, foram lançados apenas dois desses livros: o romance “A Brincadeira Favorita (Cosac Naify) e o apanhado de poemas “Atrás das linhas inimigas do meu amor” (7 Letras). Por isso o lançamento de um de suas biografias no Brasil é algo que precisa ser comemorado.

No Canadá, EUA e Europa, o talento de Leonard Cohen é público e notório, ninguém duvida disso. No entanto, a vida pessoal do gênio por trás de canções como “Hallellujah”, “Suzanne” e “Bird on the Wire” ainda é uma incógnita para grande parte do público. É aí que a jornalista Sylvie Simmons se propôs a investigar a fundo a carreira de Cohen, apontando o trajeto percorrido por ele desde a infância no Quebec até a ascensão ao status de ícone da música e da poesia contemporâneas.

Ao expor a intimidade fascinante do artista canadense, Simmons não apenas sacia a curiosidade dos fãs, mas revela a singularidade de uma das mentes mais brilhantes de nossa época. Em “I’m Your Man – A vida de Leonard Cohen” (Best Seller) o leitor será capaz de contemplar de uma perspectiva privilegiada a espiritualidade ímpar de um homem que questionou e sentiu todos os mistérios da existência humana com entrega e paixão.

Sylvie Simmons é também responsável por “Um Punhado de Gitanes” (Barracuda), ótima biografia sobre o cantor e compositor francês Serge Gainsbourg. “Não é uma biografia autorizada”, disse Simmons. “Leonard não sugeriu nada e não pediu que nada fosse omitido. Ele me concedeu duas entrevistas, já no fim de minha pesquisa. E usei também material de uma entrevista de três dias que eu havia feito com ele para a ‘Mojo.'”

Simmons diz, no entanto, que entrevistar Leonard Cohen, por vezes, até atrapalhou a pesquisa.

“Leonard é um homem privado e um tanto misterioso, um mestre em dizer só aquilo que quer e esconder o resto. É preciso lembrar que ele tem 78 anos (hoje 81) e não tem uma memória infalível. Várias vezes, ele me contou algo e eu o corrigi. Ele só dizia: ‘Sylvie, você sabe mais sobre mim do que eu mesmo.”

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Fonte: GringsMemorabilia