Apenas 17% das 100 músicas mais ouvidas foram feitas por mulheres, diz pesquisa

A pesquisa que busca mapear o envolvimento e a presença de homens e mulheres na indústria fonográfica sofre de algo que podemos chamar de “déjà vu crônico”. Nesta terça-feira (5) a University of Southern California, responsável pela iniciativa, compartilhou os resultados mais recentes, e evidenciou a desigualdade que ainda existe no meio. A instituição faz duas contagens: uma referente à primeira metade do ano, outra sobre a última metade. A mais recente revelou que, na Billboard Hot 100, lista que mostra as músicas mais tocadas, de 2018, apenas 1 a cada 16 músicas foram feitas por mulheres. Ou seja, apenas 17% de toda a lista. Esse número diminui ainda mais quando a ótica muda para analisar os responsáveis pela produção dos hits.

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Entre os anos de 2012 e 2018, e levando em consideração o top 100 de cada um dos sete anos (resultando em uma análise de 700 músicas), o estudo mostrou que o número de cantoras, compositoras e produtoras presentes é assustadoramente baixo. No campo de compositores, as mulheres somam um total de 12,3%, e entre produtores apenas 2,1%. Das 1.064 pessoas que foram indicadas às categorias de destaque do Grammy no período entre 2013 e 2019, homens compõe a parcela esmagadora de 89,6%. Além disso, uma entrevista com 75 compositoras e produtoras revelou que 43% delas sentiu que suas habilidades foram menosprezadas e 39% diz ter sofrido com estereótipos e sexualização.

Fonte: Rolling Stone | Foto: Divulgação